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Título: Terapia gênica e sua influência no doping genético
Autor(es): Cardoso, Larissa Gomes
Orientador: Flávia Alves Martins
Palavras-chave: Terapia gênica;Doping genético;Enzimas afetadas
Data do documento: 10-Set-2018
Resumo: Um dos avanços primordiais para a saúde (e para a ciência) foi à descoberta da genética por Gregor Johann Mendel em 1865, que buscava comprovar que a hereditariedade de características seguia uma lógica. Seguindo o mesmo conceito, a ciência se destacou criando um novo método terapêutico que gerou grandes expectativas futuras para portadores de doenças antes incuráveis: a Terapia Genica. Com base nisso, alguns atletas saudáveis começaram a usufruir do mesmo para melhorar o desempenho individual no esporte mesmo que alertados dos riscos que isso pode gerar. Doping genético é o uso não terapêutico das células, genes e elementos gênicos, ou a modulação da expressão genica que tenha a capacidade de aumentar o desempenho esportivo. Os principais alvos de doping genético em atletas são: eritropoietina, bloqueadores de miostatina, hormônio de crescimento humano, fator de crescimento I semelhante à insulina, folistatina, receptor ativado por proliferador peroxissomal (PPARs), fator de crescimento endotelial vascular (VEGF), endorfinas e encefalinas e leptina. Mesmo a terapia genica se tratando de um procedimento medicinal, possui riscos no tratamento, pois é um vírus que é adicionado ao organismo, por mais que toda sua carga viral seja descartada ou desativada, pode ser que os vetores virais recuperem suas habilidades de causar doenças. O sistema imunológico entende o vetor como um agressor ao organismo humano, e há possibilidade de ser excessivamente estimulado, causando resposta imunológica no vetor e consequentemente reduzindo a efetividade do tratamento. Para as formas de detecção são coletadas duas amostras de cada atleta, identificadas com código e encaminhadas ao laboratório. Uma das amostras é analisada e a outra previamente armazenada da forma mais conveniente, para que não perca suas propriedades. Se o resultado da primeira amostra for positivo, o atleta pode pedir uma contraprova que poderá ser realizada mediante a presença do mesmo ou de um representante. A reação de polimerase em cadeia (PCR) é muito utilizada para detecção do doping genético. Depois da realização da pesquisa e termino da escrita desse trabalho, pode-se concluir que a medicina tem avançado para mais um tratamento terapêutico de grande importância para salvar vidas cogitadas antes impossíveis. Porem, outros ramos tem se aproveitado disso para beneficiamento pessoal na performance esportiva sem pensar ou saber dos riscos que isso pode trazer.
Abstract: One of the primary advances for health (and for science) was the discovery of genetics by Gregor Johann Mendel in 1865, which sought to prove that the heredity of traits followed a logic. Following the same concept, science stood out creating a new therapeutic method that generated great future expectations for patients with previously incurable diseases: the Gene Therapy. Based on this, some healthy athletes began to enjoy it to improve individual performance in sports even though they are aware of the risks that this can generate. Genetic doping is the non-therapeutic use of cells, genes and gene elements, or the modulation of gene expression that has the ability to increase athletic performance. The main targets of genetic doping in athletes are: erythropoietin, myostatin blockers, human growth hormone, insulin-like growth factor I, follistatin, peroxisomal proliferator-activated receptor (PPARs), vascular endothelial growth factor (VEGF), endorphins and enkephalins and leptin. Even if gene therapy is a medical procedure, it has risks in the treatment, because it is a virus that is added to the body, even if all its viral load is discarded or deactivated, it may be that the virus vectors recover their abilities to cause illness . The immune system understands the vector as an aggressor to the human organism, and it is possible to be overly stimulated, causing an immune response in the vector and consequently reducing the effectiveness of the treatment. For the detection methods, two samples of each athlete are identified, identified with code and sent to the laboratory. One of the samples is analyzed and the other one previously stored in the most convenient way, so that it does not lose its properties. If the result of the first sample is positive, the athlete may request a check that can be performed by the presence of the same or a representative. Polymerase chain reaction (PCR) is widely used for the detection of genetic doping. After conducting the research and finishing the writing of this work, one can conclude that medicine has advanced to another therapeutic treatment of great importance to save previously considered cogent lives. However, other branches have taken advantage of this for personal improvement in sports performance without thinking or knowing the risks that this can bring.
URI: http://repositorio.fucamp.com.br/jspui/handle/FUCAMP/337
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